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13 janeiro 2010

Zilda Arns morre em terremoto no Haiti


"Hoje entendo que, desde a infância, Deus me preparou para essa missão: tive a medicina e a vocação para a pedagogia, além da formação voltada para a comunidade." (Zilda Arns, 25/08/1934 - 12/01/2010)


É com um misto de tristeza e orgulho que registro a morte da "Heroína da Saúde Pública das Américas" Zilda Arns, vítima do terremoto do Haiti. Tristeza porque poucas pessoas tem um exemplo de vida como o dela e é uma perda irreparável para o mundo. Orgulho por ser ela brasileira e paranaense (sei que nasceu em Santa Catarina, mas foi aqui que começou o seu trabalho e onde residia).

O fato dela ser católica romana não diminui em nada a importância do seu trabalho, ela foi um canal através do qual a compaixão de Deus chegou a muitos necessitados, especialmente crianças e idosos. Aliás, acredito que seu trabalho não apresentaria os mesmos resultados se fosse desenvolvido no contexto das igrejas evangélicas.

Nossa tristeza é aumentada pelo fato da tragédia ter atingido um povo tão necessitado como o haitiano e ter ceifado a vida de soldados brasileiros que estavam ali para ajudar.

Oremos pelo sobreviventes e ofereçamos nossa ajuda.

Sobre Soberania e o Terremoto no Haiti, leia o excelente artigo

7 comentários:

Helder Nozima disse...

Clóvis,

De fato o trabalho dela não teria o mesmo alcance. Ainda que católica, ela compreendeu muito do que Jesus ensinou sobre amar ao próximo. Uma perda lastimável para o país, de alguém que merecia mais o Nobel da Paz do que Barack Obama, por exemplo.

Graça e paz do Senhor,

Helder Nozima
Barro nas mãos do Oleiro

Clóvis disse...

Helder,

Bem lembrado. Por que foi mesmo que o Obama ganhou um nobel da paz?

Em Cristo,

Clóvis

Roger disse...

Me orgulho também de uma pessoa assim. Um exemplo.

(O fato dela ser católica romana não diminui em nada a importância do seu trabalho)---> O fato dela ser católica romana AUMENTA EM MUITO a importância do seu trabalho.

(Ainda que católica, ela compreendeu...) ---> Porque católica, ela compreendeu...

Desculpem as correções, mas será que conhecemos tão pouco assim o que é o catolicismo?

Helder Nozima disse...

Roger,

A propósito, pra você que se pergunta onde está Deus em desastres:

http://5calvinistas.blogspot.com/2010/01/onde-esta-deus-quando-terra-treme.html

Graça e paz do Senhor,

Helder Nozima
Barro nas mãos do Oleiro

Clóvis disse...

Roger,

Paz.

(O fato dela ser católica romana não diminui em nada a importância do seu trabalho)---> O fato dela ser católica romana AUMENTA EM MUITO a importância do seu trabalho.

Discordo de você. Quando eu disse que o fato dela ser católica romana não diminui a importância de seu trabalho é porque nós temos a mau costume de diminuir aquilo que é feito por não evangélicos.

Mas não vejo que sendo ela católica o trabalho que realizou é mais importante por causa disso. O trabalho que ela fazia, nas pastoral da criança e do idoso foi importante independente da filiação religiosa. Ela poderia ser espírita, por exemplo, e seu trabalho ser igualmente importante. O que penso, apenas, é que sendo desenvolvida no contexto e com o apoio da igreja romana, teve maior efetividade do que teria se fosse um projeto evangélico. E neste sentido, alegro-me que tenha surgido no catolicismo.

Quanto a conhecer o catolicismo romano, considero que o conheço relativamente bem. Com algumas de suas doutrinas concordo plenamente, de outras discordo intransigentemente.

E apenas para constar: não creio que só fora da igreja romana há salvação.

Em Cristo,

Clóvis

Roger disse...

Helder,

irei ler e meditar com o devido silêncio nas palavras de seu texto. Obrigado.

Clóvis,

não foi minha intenção te alfinetar gratuitamente. Mas o seu dito somado ao do Helder deu um tom muito preconceituoso, para eu conseguir deixar passar batido.

Pôxa, se ela não fosse católica e uma Arns (ligado ao alto escalão) não teria condições nenhuma de operar o que operou e de chegar até onde chegou.

Lembremos que até poucas décadas atrás os evangélicos temiam se envolver com obras sociais, para não parecerem comunistas e para não dar a impressão que estavam confiando sua salvação nas obras. No fundo não tinham era mesmo gente suficiente para poder fazer algo de expressão nacional. Hoje, graças a Deus, é diferente.

Mas cabe ainda lembrar que o catolicismo tem uma longa tradição de obras de caridade, com os fransiscanos, freiras, sociedade são vicente de Paula e etc. Daí minha ênfase, que por ser católica a importância do seu trabalho é aumentado. Só por comparação, pouco se fala do que a JOCUM faz no Haiti ou mesmo em nosso país... por que será?

Abraços fraternos,

Roger

Clóvis disse...

Roger,

Acho que você viu tom preconceituoso onde não havia. Reconheço que nós evangélicos temos reserva prévia sobre qualquer coisa que venha de Roma e a referência em texto era para que isso não diminuísse a importância do trabalho dela.

Em Cristo,

Clóvis

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